Impeachment de governadores

Entre os assuntos em destaque na mídia ao longo desta semana, o impeachment de dois governadores em curso chama a atenção. Um tem a ver com o ex-juiz federal Wilson Witzel, filiado ao PSC e eleito governador no Rio de Janeiro em 2018; o segundo caso de impeachment contra governador é no estado de Santa Catarina, envolvendo o advogado e bombeiro militar Carlos Moisés, filiado ao PSL, eleito pelo povo nas últimas eleições gerais. Antes de falar sobre os dois personagens evidenciados, é bom saber que impeachment é um termo de origem inglesa que significa impedimento e é aplicado a um chefe de Estado para afastá-lo de seu cargo. É um processo previsto nas constituições da maioria dos países democráticos.

Sobre os dois governadores que estão na berlinda, o do Rio de Janeiro e o de Santa Catarina, parece que ambos souberam trabalhar muito bem suas campanhas eleitorais, colaram na onda bolsonarista em 2018 e foram eleitos. O que mais se assemelha aos dois governadores? São novos na política!

Numa rápida pesquisa sobre a biografia dos dois na enciclopédia livre, Wikipédia, sabe se que Wilson Witzel, de 52 anos, atuou por 17 anos em varas cíveis e criminais, foi juiz titular da 6ª Vara Federal Cível até março de 2018, quando pediu exoneração para se filiar ao Partido Social Cristão (PSC) com a pretensão de disputar as eleições de 2018 como candidato a governador do Rio de Janeiro, quando foi eleito com mais 58% dos votos válidos. Já Carlos Moisés da Silva, de 53 anos, tinha mais de 29 anos no Corpo de Bombeiros, quando se filiou ao PSL, em 2018, e logo se lançou como candidato ao governo de Santa Catarina, sendo eleito com mais de 70% dos votos válidos. Esse é o histórico político dos dois governadores com pedidos de impeachment em andamento.

No Rio de Janeiro, o pedido de destituição de Witzel é por suposta improbidade administrativa baseada nas suspeitas de corrupção na área da Saúde. Em Santa Catarina, Moisés supostamente cometeu crime de responsabilidade por conceder reajuste salarial aos procuradores do Estado via decisão administrativa. Se isso tranquiliza os velhos da política, rejeitados pelas urnas, deve também ser um ensinamento para quem governa com irresponsabilidade. Chega da velha política!

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