Brasil em chamas

Nós cidadãos precisamos entender que esperar ações eficientes de nossos atuais políticos beira a certa ingenuidade. É triste dizer isso, mas é uma conclusão possível. Grande parte da conduta de nossos representantes no legislativo e no executivo está permeada de ações cada vez mais inúteis e que pesam em nosso bolso.

Estamos fartos, cansados, de uma coleção de discursos que não encontra sustentação na realidade dos fatos que nos envolvem. O que fazermos com isso? Penso que o caminho da indiferença seja o menos adequado para quem deseja alcançar um presente futuro mais humanizado e humanizante. É verdade que nosso país está em chamas; parece também ser verdade que as políticas públicas dedicadas ao meio ambiente foram queimadas, viraram cinzas.

Mas como isso pôde acontecer? Por onde andam aqueles políticos que nas redes sociais são fortemente engajados nas causas de proteção da natureza? E aqueles cidadãos empenhados na conservação dos biomas, na promoção das ideias ecologicamente corretas? Estou falando de nós mesmos! Ou somos políticos, ou somos cidadãos, ou somos as duas coisas, concorda?

O teólogo protestante Fabrício Veliq faz uma constatação bem realista: “a destruição paulatina do planeta é fruto de um exacerbamento da mentalidade moderna decorrente da lógica capitalista. Nela, a natureza é vista como fonte infindável de recursos, o que permitiria a extração de tudo e na quantidade que o ser humano quisesse”. É uma denúncia muito forte a todos nós que ousamos estampar o título de cidadãos atentos ao zelo para com a casa comum, o nosso planeta.

Talvez aprendemos pouco ou fingimos desconhecer que somos meros viajantes. Ao embarcarmos no trem da vida, somos enviados à experiência do cuidado, do semear. O que fazemos? Exploramos! O mundo está em chamas. Não é aqui e nem ali, mas em quase todos os lugares. Talvez, graças à atenção midiática, nosso olhar seja direcionado para algum ponto, levando-nos a relativizar o estrago feito em grandes regiões brasileiras e mundiais, ceifando diversas formas de vida.

A ausência de políticas públicas eficientes é notável. É necessário dar um basta nisso! Que tal recomeçarmos o trabalho de conscientização em casa, em nosso bairro, em nossa cidade, envolver os jovens, exigir que nossos candidatos a prefeito e a vereadores sejam melhores esclarecidos sobre a importância da preservação e da promoção do meio ambiente? Ainda dá tempo de respeitar a natureza!

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