Taxa de desemprego no segundo trimestre

Se não bastassem as vidas perdidas em razão da pandemia, nos deparamos também com números gigantescos de desocupados no Brasil. A justificativa é a crise sanitária ainda instalada no mundo e o forte desaquecimento da economia. No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego superou os 13%. O mês de abril foi o pior índice, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios. Talvez, isso possa ser reflexo daquela primeira medida de enfrentamento à covid-19 apresentada pelas autoridades que foi a de ficar em casa, fechando quase tudo no país. Era o que tinha para o momento, até porque a humanidade ainda está diante de um vírus invisível.

Nestes mais de quatro meses convivendo com a questão do coronavírus, especialistas aceleram nas ações de contenção, mas tem muito o que fazer. Os governos correram para oferecer auxílio à população e aos empresários, porém muitos empreendedores se queixam de não conseguirem tais recursos, comprometendo a continuidade de seus negócios. Talvez ainda teremos de enfrentar alguns desafios relacionados à recuperação dos empregos, porque incertezas para criar novas vagas permanecem. Talvez o comércio sofra mais um pequeno revés, porque findam o auxílio emergencial de 600 Reais, o programa de manutenção do emprego; o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas também já foi. É verdade que tem ainda o saque emergencial do FGTS. Mas será suficiente?

As empresas em atividades ainda têm uma questão pela frente que é garantir o décimo terceiro salário de seus funcionários, e muitas tiveram de recorrer às economias guardadas para se manterem no período mais crítico da pandemia que, espero, já ter ficado para trás. De qualquer maneira, a esperança é de que a economia melhore neste semestre, de forma gradativa. Essa ampliação na reabertura de atividades que ainda seguiam fechadas, tomando os cuidados necessários, vai recuperar também nossa vontade de viver, de dar um novo ritmo à nossa história.

Por fim, caberá às políticas governamentais decentes de prefeitos, governadores e do presidente acelerar essa recuperação da economia, garantindo renda e saúde à população.

Texto: Ismael Carvalho
Imagem: Marcello Casal/Agência Brasil

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