A questão da Amazônia

Desde o mês passado, a grande imprensa brasileira e também estrangeira chama a atenção para uma carta na qual dezenas de investidores internacionais ameaçam sair do país em razão da falta de compromisso do atual governo no combate ao desmatamento na Amazônia. Uma manifestação preocupante para equipe econômica, com certeza, pois o Brasil necessitará de muito investimento para retomar os trilhos depois dessa pandemia. Mas como fica o clima nessa história? E o meio ambiente? Qual a nossa contribuição real para a preservação da natureza? Na reunião de ontem, acredito que o vice-presidente e os demais membros do governo envolvidos diretamente na questão da Amazônia devem ter percebido que não basta apenas formalizar uma intenção. É necessário que haja compromisso efetivado em ações que apresentem resultados a justificarem investimentos de grupos internacionais.

No Diário Oficial da União de hoje, tem a publicação do decreto 10421 “que autoriza o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem e em ações subsidiárias na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas federais nos Estados da Amazônia Legal”. É preciso agora que esse decreto ganhe vida e saia do papel. É claro que outras iniciativas precisam ser contempladas bem como setores dedicados à Amazônia também precisam ser ouvidos.

Ontem, à noite, em entrevista à CNN Brasil, o ministro das comunicações Fábio Faria, disse que saem muitas notícias negativas em relação à Amazônia, dizendo que o governo não tem preservado da forma que os investidores internacionais gostariam. “É um jogo que temos que virar, porque realmente a imagem lá fora não é boa. Precisamos trazê-los para cá ou chegar lá através da comunicação”. O próprio ministro disse que é importante convencer a opinião pública da França e da Alemanha, pensando na possibilidade de realizar uma campanha de comunicação nestes países. Mas para divulgar um produto, penso que seja prudente já tê-lo a disponível, até porque os investidores acompanham relatórios sobre a Amazônia. Não basta fazer uma publicidade positiva.

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