Um ano da tragédia em Brumadinho

Neste sábado, dia 25 de janeiro, completa um ano da tragédia que causou centenas de mortes em Brumadinho, Minas Gerais. Até agora, bombeiros ainda procuram 11 corpos. Enquanto isso, sobreviventes tentam seguir o curso da vida, mas é um desafio enorme. A tranquilidade típica da região não existe mais. Cedeu espaço ao barulho das máquinas e ao grande fluxo de pessoas da empresa que estão na região para, entre aspas, “reparar os danos causados, com iniciativas para restabelecer social e ambientalmente os municípios impactados”.

O trauma pela morte de parentes e amigos soma-se aos transtornos constantes que ainda irão repercutir pelos próximos tempos. São danos irreparáveis para muitas famílias e também para o meio ambiente. Em novembro passado, a Câmara dos Deputados concluiu as apurações de uma CPI instaurada para o caso. O relatório final diz: “Diante de todo o exposto, o que mais nos revolta é a enorme falta de seriedade e sensibilidade de como a empresa Vale se posiciona quanto ao drama vivido pelas pessoas frente a esse grave crime”. E assim, aqueles que ainda permanecem no entorno à área devastada, vivem uma incerteza, uma solidão quase infinita, uma angústia, tentando sobreviver, sem ter para onde ir, sem saber o que fazer.

O sossego, predominante no lugar, ficou apenas na mente dos que sobreviveram. Tragédias com a de Brumadinho não podem apenas nos sensibilizar. Uma indignação também deve tomar conta de nós. Parece que essas grandes corporações econômicas visam apenas uma ação predatória da natureza e das pessoas. Precisamos exigir mais respeito ao ser humano e ao meio ambiente. Somos obras maravilhosas do Deus Criador, responsáveis em zelar pela Casa Comum. Talvez uma fiscalização mais eficiente por parte dos órgãos competentes minimize os impactos que essas grandes empresas não se preocupam em causar à sociedade. Amanhã, um ano da tragédia que matou 272 pessoas (duas delas, bebês em gestação) e destruiu o meio ambiente, será realizada a primeira Romaria da Arquidiocese de Belo Horizonte pela Ecologia Integral a Brumadinho. É tempo de Rezar e Refletir, Caminhar e Celebrar, Conscientizar e Indignar, Cantar e Esperançar.

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