Ismael Carvalho

Blog de Notícias

Aumenta percentual de famílias com dívidas

As festas de fim de ano acabaram e chegou a hora de direcionar a atenção para o nosso Brasil, para nossa cidade, até porque estamos em ano de eleições municipais. A resenha do ano passado com indicações desses primeiros dez dias do ano novo sinaliza que 2020 exigirá um pouco mais da gente, e acredito que temos competência para isso e que será importante para o desenvolvimento integral do ser humano.

Agora, é oportuno um rápido olhar em 2019 para estabelecer as metas estruturantes daqui para frente. Digo isso, pois a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo realiza a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, e todo mês apresenta informações que ajudam a analisar o comportamento econômico do brasileiro, até mesmo em relação às políticas do governo.

Ontem, ao divulgar os dados de dezembro, a constatação é de o número de brasileiros endividados chegou ao maior nível desde o começo da pesquisa, que foi em janeiro de 2010. Naquela época, 61,2% da famílias estavam endividadas. Agora, esse percentual aumentou para 65,6. O brasileiro está devendo mais, embora os níveis de inadimplência se mantiveram comportados. Entenda: uma coisa é dever e pagar e outra coisa é dever e não pagar. Existe uma expansão de crédito no mercado direcionando as famílias para o consumo, mas com uma demanda reprimida para aquisição de bens duráveis.

Talvez o percentual crescente de dezembro em relação aos demais meses do ano passado esteja motivado por gastos tradicionais do Natal e do Ano Novo e sofra um leve recuo agora em janeiro. Embora, uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito mostra que apenas 11% dos consumidores brasileiros têm condições de pagar as despesas sazonais deste período como IPTU, IPVA e material escolar, com os próprios rendimentos, sem que seja necessário fazer uma economia ou reserva financeira ao longo do ano.

Face a esses elementos, penso que precisamos investir mais em dois pontos: informação e organização pessoal. Informar-se mais e melhor sobre nossos país, nosso estado, nossa cidade para sermos cidadãos de fato. Organização pessoal, principalmente no quesito disciplina financeira, pois mesmo que nossos rendimentos sejam aquém das necessidades, é fundamental praticar a cautela, o consumo consciente e é possível começar a fazer pequenas reservas, sendo melhores administradores da gente mesmo.