Monsenhor Viganò renuncia a Comunicação da Santa Sé

O Papa Francisco aceitou a renúncia, na quarta-feira, 21, do prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, monsenhor Dario Edoardo Viganò. Agora, o dicastério será guiado pelo secretário do organismo, monsenhor Lucio Adrián Ruiz, até a nomeação do novo prefeito, segundo a declaração do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke.

Carta do monsenhor Viganò ao Papa

Nestes últimos dias houve muitas polêmicas acerca do meu trabalho que, além das intenções, desestabiliza o complexo e grande trabalho de reforma que o Senhor me confiou, em junho de 2015 e que vê agora, graças à contribuição de muitas pessoas, sobretudo os funcionários, cumprir a reta final.

Agradeço o acompanhamento paterno e firme que me ofereceu com generosidade neste tempo e pela estima que o senhor manifestou também em nosso último encontro.

No respeito das pessoas que comigo trabalharam nestes anos e para evitar que a minha pessoa possa de alguma forma atrasar, danificar ou até mesmo bloquear o que já foi estabelecido pelo Motu Proprio O atual contexto comunicativo de 27 de junho de 2015, e sobretudo, pelo amor à Igreja e ao senhor Santo Padre, peço-lhe que aceite o meu desejo de afastar-me tornando-me, se o Senhor desejar, disponível a colaborar de outras formas.

Por ocasião das felicitações de Natal à Cúria, em 2016, o senhor recordou que “a reforma será eficaz somente e exclusivamente se for implementada com homens “renovados” e não simplesmente com “novos” homens. Não basta se contentar em mudar os funcionários, mas é preciso levar os membros da Cúria a se renovarem espiritualmente, humanamente e profissionalmente. A reforma da Cúria não se faz de nenhuma forma com a mudança das pessoas, que certamente acontece e acontecerá, mas com a conversão nas pessoas”.

Acredito que o “afastar-me” seja para mim uma ocasião fecunda de renovação ou, recordando o encontro de Jesus com Nicodemos (Jo 31, 1), o tempo de aprender a “renascer do alto”. Afinal de contas, não é a Igreja das funções que o senhor nos ensinou a amar e a viver, mas a do serviço, estilo que eu sempre procurei viver.

Santo Padre, agradeço se o senhor acolher o meu “afastar-me” para que a Igreja e o seu caminho possa retomar com decisão guiada pelo Espírito de Deus. Ao pedir-lhe a sua bênção, asseguro-lhe uma oração para o seu ministério e pelo caminho de reforma empreendido.

Fonte: Vatican News

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